terça-feira, 22 de outubro de 2013

Amsterdam-primeiro dia.

  Deixar uma cidade bem convencional como Paris e chegar numa cidade muito maluca como Amsterdam foi um choque. Minha primeira observação que foi do aeroporto me deu uma ótima sensação, o aeroporto é muito lindo e organizado, mas logo para pegar o trem em direção ao hotel já recebemos informação errada e aí comecei a cair na real, Amsterdam iria ser bem diferente. A boa notícia é que todo mundo fala inglês, o que é uma grande coisa já que o holandês é um horror. A parte ruim é que a cidade não é tão organizada como o aeroporto.

*Olha que fácil o nome da nossa rua em Amsterdam.

  Chegamos no hotel depois de ter voado de Paris para Amsterdam, pegado um trem na direção errada, mas que acabou também servindo para chegar no hotel pegando um ônibus. Mas no balcão do hotel foi que a coisa complicou, nossa reserva no  Westcord Art Hotel havia sido cancelada devido a um problema com o cartão (possivelmente não estava habilitado para uso no exterior na data em que reservei) e nem o hotel, nem o site booking.com me avisaram. Muito antes pelo contrário, o booking.com me enviou um e-mail onde dizia tudo sobre minha reserva e efetuava a confirmação. Complicado isso, não? Depois de discutir com a gerente, consegui um quarto por um valor acima do reservado, mas eu já estava lá, cheia de malas e querendo um quarto já! Sobre o  site booking, eu entrei em contato e eles só alegaram que o e-mail de cancelamento foi enviado e deve ter ido para caixa de spam, o que é uma desculpa das mais esfarrapadas já que recebi a confirmação da reserva e também as propagandas que o site manda toda semana. Mas o fato é que nessas horas ninguém se responsabiliza, esse é o preço que se paga por utilizar essas ferramentas da internet, minha dica é se for usar site confirme  1000 vezes que está tudo certo e não confie nos e-mails deles, faça login no site.










* O mais legal é poder ver essas diferenças, como o carro elétrico e uma sinaleira para ciclistas.


  Resolvido o problema com hotel fomos andar pela cidade, nosso hotel ficava a 3 km do centro, havia um ônibus bem na porta que fazia esse trajeto, mas como a pé passávamos por um belo parque com coelhos selvagens, optamos pela caminhada e foi bem mais legal. O centro de Amsterdam é bem cheio de tudo: pessoas, bicicletas, bondes, carros, sinaleiras, sexshop, prostitutas, cofeeshops etc. Foi um choque sair das lindas ruas de Paris para aquela mistura maluca que é Amsterdam, confesso que minha primeira reação foi querer pegar a mala e voltar para Paris. Por que? Eu explico: por mais mente aberta que você seja, ver gente fumando maconha a cada esquina, lojas vendendo cogumelos alucinógenos, mulher de calcinha numa vitrine ás 16h é meio chocante.



  Mas não rique Amsterdam do seu roteiro, a cidade tem muita coisa legal, a arquitetura é super bonita, ainda que os prédios estejam todos um tanto tortos, a maior parte das construções no centro deve datar dos séculos XVI a XVIII. Em comparação com Paris, Amsterdam era uma cidade mais barata, principalmente no quesito comida. Outra coisa interessante é a cultura das pessoas, todos foram muito educados e dispostos a ajudar. No fim, com o passar dos dias tínhamos visto um monte de coisas legais e feito ótimos passeios.



   No primeiro dia nos passamos pelo Westerpark, pelo bairro Jordan que era ao lado do nosso hotel e é bem mais novo, estação central de Amsterdam que é linda, red district de dia, praça do Dam e mais uma caminhada pelas ruelas do centro. O ponto alto foi comprar um saco de toblerone gigante por 1,86 euros!!!! 




















  O clima em Amsterdam é friozinho mesmo no verão, estava 12ºC na maioria dos dias, outra coisa é a instabilidade, todos os dias tem momentos de chuva fraca e momentos de sol.  Eu indicaria a cidade para gurizada mochileira que está indo viajar pelas festas, ou para pessoas que querem ver uma cidade singular.

Gasto do dia (euros):

Metrô RER Paris até o CDG-9,00 por pessoa
Trem em Amsterdam-3,90 por pessoa
Ônibus-2,70 por pessoa
Guarda-chuva-5,00
Supermercado- 7,00
Jantar para duas pessoas-22,50

Total- 50, 10 euros

domingo, 20 de outubro de 2013

Paris- sétimo dia - Sacré Coeur

  Nosso sétimo e último dia em Paris, planejamos ir a igreja do Sacré Coeur, caminhar pelo bairro Montmartre, passar pelo Moulin Rouge (já que não conseguimos ir a um show) e fazer o cruzeiro pelo Sena. Iniciamos o dia indo de metrô até próximo a igreja Sacré Coeur, lá pegamos informação e foram poucas quadras até chegar a escada de acesso lateral e muitos degraus pela frente. 

  Se você tem problemas em subir escadas, não se preocupe, existe um bondinho que leva até o topo, claro que é cobrado, mas vale a pena se você não quiser enfrentar os 234 degraus (para quem não é sedentário é tranquilo). Eu ouvi falar sobre vários golpes nas escadarias da igreja, mas quando cheguei por volta das 9h havia pouca gente nas escadarias e alguns turistas já lá em cima, mas nenhum bandido ou golpista. A basílica é mais linda vista de baixo que de cima, a grande sacada de subir até lá é a vista que se tem de Paris, linda. O interior da igreja não me impressionou, mas vale a pena pela experiência e é de graça. Descemos elas escadas bem em frente a basílica e de lá se tem a melhor vista e vários mirantes. Além disso se você viu o filme O fabuloso destino de Amélie Poulain vai se identificar.





  Os arredores da igreja são uma Paris mais pobre do que a dos arredores do Louvre e Arco do Triunfo, eu me espantei um pouco com a quantidade de gente e lojas de bugigangas baratinhas, para mim faltou glamour. Ainda que o Montmartre tenha outros lugares lindos, as proximidades da basílica e do Moulin Rouge são um pouco feias. Falando em Moulin rouge, foi para lá que nós fomos, o entorno está cheio de cabarés e sex shops, por tanto, prepare seu coração. Quando chegamos lá havia um casal de noivos fotografando em cima da saída de ar bem em frente ao Moulin Rouge, foi tão legal as poses e fotografias que as pessoas que aguardavam sua vez de tirar foto até aplaudiram os noivos ao final do ensaio, foi realmente muito legal. Já a loja do Moulin Rouge é pequena e deixa a desejar em tudo, pouca variedade e qualidade nos caros produtos, vê se não era para ser um lugar de enlouquecer a mulherada com roupas e figurinos sensuais? Mas na vida real está faltando um espirito empreendedor lá.





  Almoçamos bem ao lado do Moulin Rouge numa rede de fast food chamada Quick, bem ruim por sinal, mas valeu pelo lanche rápido e em conta. Fomos caminhando até a Galeria Lafayette e galeria Printemps, que fica ao lado. Ambas são gigantes e trabalham com marcas famosas e caras. Ainda que você não vá comprar nada os 7 andares da Galeria Lafayette valem a pena, você vai conhecer uma infinidade de marcas e produtos muito diferentes e não deixe de ir na parte infantil, que conta com uma variedade enorme de brinquedos que não temos no Brasil. O último andar é um terraço muito legal com uma bela vista de Paris. 



  Para fechar esse dia caminhamos mais um pouco pelo centro de Paris e resolvemos fazer nosso cruzeiro do Sena, no nosso cronograma ele estava marcado para o segundo dia, mas simplesmente não deu tempo. Para fazer o cruzeiro descemos a rampinha na ponte próxima ao Louvre, compramos o ingresso lá mesmo e embarcamos. O ingresso dava direito a um dia todo, ou seja, você podia pegar o barco ir até a torre eiffel e descer, e depois pegar o barco novamente e ir até outro ponto durante todo aquele dia. Nós queríamos apenas sentar e nos despedir de Paris navegando pelo Sena, vendo todos aqueles pontos turísticos. O passeio de barco vale muito a pena, principalmente se você tem pouco tempo em Paris e quer ver tudo em pouco tempo, em  cerca de 1 hora ele percorre torre eiffel-Orsay-Louvre-Notre Dame. Sem dúvida essa foi a forma mais linda de dizer adeus a uma cidade tão maravilhosa como Paris. E eu fui embora querendo voltar e ficar um mês, ou ganhar na loteria e ficar para sempre.






Gastos do dia (euros):

Almoço para 2 pesoas-12,00
Compras-125,00
Ingresso barco-15,00 por pessoa
Jantar comprado no supermercado para 2 pessoas-12,50

Total do dia-164,50 euros

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Paris- sexto dia

  Quando eu elaborei o cronograma deixei o sexto dia um pouco livre, com várias opções para que escolhêssemos estando em Paris, e já tendo noção do que estávamos cansados, o que era perto, o que queríamos ver mais. Essa dica eu recomendo, deixe um dia de sua viagem com opções montadas mas que podem ser escolhidas na hora, ou acrescentar outras, um dia mais livre. E para  ajudar fez um sol maravilhoso nesse dia, Paris com sol é mais linda,ainda mais com as flores do verão. Decidimos ir a alguns museus, entre eles o Rodin que nem estava no planejamento original e eu nao me arrependo nem um pouquinho de ter ido. Já ter entrado no Pantheon de Paris eu não curti, mas vou contar tudinho agora.

   Iniciamos o dia indo de metro ao jardim das tulheiras e lá no museu l´Orangerie, que fica  no próprio jardim. Esse museu é pequeno e vale muito a pena. Lá estão as ninféias de Monet, uma obra belíssima. Também estão no museu uma vasta coleção de artistas impressionistas, eu ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. A visita leva umas 2 horas, você não fica cansado de ver arte, tem muitos quadros lindos e famosos e a iluminação do museu é muito bonita.






 Saindo do l´Orangerie, andamos até o museu Rodin, que é relativamente próximo, e esse museu você deve  INCLUIR NO SEU ROTEIRO. Além de ter a chance de ver a escultura "O pensador" cara  a cara, o museu expõe as esculturas num jardim lindo, cheio de flores, e o passeio se torna muito agradável. No museu Rodin também há algumas poucas obras dos amigos dele, entre elas Monet e Van Gogh. O passeio demora umas 2 horas que passam rápido e de maneira muito feliz.







    Almoçamos em outro daqueles típicos cafés parisienses numa esquina. E sabe de uma coisa, foi muito boa essa experiência de comer olhando a vida passar, imaginei que morava em Paris, e só por eu ter acreditado nesse sonhos em algumas frações de segundo já valeu a pena. Depois disso, voltamos ao museu das armas que era ao lado do Rodin e nos tínhamos adorado, mas já escrevi tudo no post anterior. Saindo do museu das Armas fomos ao Museu d´Orsay, e já adianto, ele é grande. O Orsay é um museu bem moderno e tem um acervo muito legal, eu gostei. Lá está o auto-retrato mais famoso de Van Gogh e só isso já valeria minha visita, mas tem muitas obras lindas além dessa. É fundamental pegar o mapa do museu na recepção, facilita sua vida. Uma coisa bem diferente é que o museu tinha também móveis e peças decorativas, até um móvel feito por Gaudí, eu reconheci na hora, já que Gaudí é inconfundível. O passeio no museu leva de 3 a 4 horas, se você gostar de arte mas não for um grande entendedor.




  Na saída pegamos um táxi para chegar a tempo ao Pantheon de Paris, já que o dia estava bom e queríamos aproveitar todo tempo disponível. Confesso que minha expectativa era alta com o local, já que a arquitetura exterior é linda e lá estão enterrados vários dos maiores franceses de todos os tempos. Eu tinha em mente a igreja de Florença onde está Galileu, Dante e Michelangelo com seu lindos túmulos. Já o Pantheon é tudo mais humilde, tem muita gente importante enterrado lá, mas quase todos de maneira simples. O casal Curie, hiper famosos no mundo da química estavam lá com inscrições gravadas no granito e nem sequer uma placa, ou fotos, homenagens, nada. Fiquei bem decepcionada, acho que eles mereciam mais, especialmente  grandes gênios como Alexandre Dumas e Victor Hugo. Acho que esse passeio você pode cortar da sua lista, se tiver pouco tempo.






  No verão anoitece pelas 20:30h então os dias são longos, aproveitamos e fomos aos Jardins de Luxemburgo, bem em frente ao Pantheon, curtir um fim de tarde bem legal olhando as crianças que alugavam barcos de madeira para colocar no chafariz. Já disse que eu amei Paris?


* Em todos estes museus usamos nosso Paris Museum Pass, compramos para 4 dias, e valeu muito a pena, este foi nosso último dia de uso.

  Gastos do dia (euros):

Almoço para 2 pessoas-32,30
Táxi-8,50
Supermercado-7,00

Total-47,80 euros

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Paris-quinto dia - Notre Dame

  Nosso quinto dia em Paris começou com um tempo não tão legal, nuvens e chuva fina. Nosso plano do dia era conhecer a famosa catedral de Notre Dame, a igreja  St, Chapelle e Les Invalides. Considero que foi um erro de planejamento colocar Les Invalides nesse dia, já que não é tão perto e também é um passeio muito longo, já que além do túmulo de Napoleão, há também o museu das armas, que é uma das coisas mais legais de Paris. No fim, também fomos na Conciergerie, antiga prisão parisiense, qu fica bem ao lado da St. Chapelle.
  
  A catedral de Notre Dame ficava bem próxima do nosso hotel, então fomos a pé mesmo, ela se localiza na Ilha de la Cité, onde teve início a cidade de Paris, na época Lutécia. Para entrar em também Notre Dame não paga, e também não havia fila (estava chovendo) e a catedral é linda por dentro e por fora, mas um tanto sombria e macabra. Enorme e bem escura no interior, é m lugar em que você poderia passar horas observando os detalhes dos vitrais e estátuas, mas o passeios é rápido, cerca de 1 hora para olhar e tirar fotos. O exterior da igreja além de grandioso, contém as famosas gárgulas, o que é uma atração a parte. Também nos arredores de Notre Dame achei lojinhas com souvenirs legais e a um bom preço.









  Saímos de Notre Dame rumo a igreja de St. Chapelle, as acabamos seduzidos pela linda arquitetura da Concergerie, muito similar a um castelo da Disney. E realmente esta linda construção é um vestígio do Palácio da cidade, residência real, e também chegou a ser uma prisão onde ficou presa a rainha Maria Antonieta(cuja cela você pode ver na foto abaixo). A visita é rápida, cerca de uma hora e vale a pena se você tiver o museum pass, caso contrário, não é uma atração indispensável.






    Almoçamos em um café na própria Ilha de la Cité, no mais estilo parisiense, sentados na calçada vendo a vida passar, e eu recomendo que pelo menos uma vez você coma num café em Paris sentadinho na calçada, faz parte do sabor dessa viagem tão mágica.  Bom, seguindo o roteiro do dia fomos a St. Chapelle e nada me preparou para a beleza dessa igreja, nas fotos não é possível retratar o efeito caleidoscópio dos vitrais por todos os lados. Essa é uma atração que você NÃO PODE DEIXAR DE VER em Paris, foi sem dúvida a igreja mais linda que eu já entrei.





  Sobre o Les Invalides, ouça a blogueira que lhe escreve, separe pelo menos uma tarde todinha para o túmulo de Napoleão e o Museu das Armas que está junto, é um passeio FANTÁSTICO. Quando chegamos aos Invalides já eram 15h, de maneira que vimos o túmulo de Napoleão e fomos ao museu das armas sem grandes expectativas, ainda que muita gente havia me dito sobre ser um lugar muito legal. Mas não, não e muito legal, é inacreditável!!!!! O museu está dividido em alas que vão da antiguidade a idade média, passam por napoleão e os reis modernos da frança  e chegam a primeira e segunda guerra. Tudo isso com um acervo maravilhoso de armas, armaduras, uniformes militares, relíquias de guerra. Como o museu fechou as 17h, voltamos no dia seguinte para concluir a visita, que ao todo leva umas 5h, se você for rápido. Inclua esse museu no seu roteiro se tiver o mínimo de curiosidade sobre guerras e armas. É muito divertido, interessante e cultural. Nos dias em que eu visitei não estavam cobrando ingresso, dá para acreditar?













Beijos

Gastos do dia (euros):

Souvenir Notre Dame- 58,00
Almoço ( lasanha e salada e refrigerante para duas pessoas)- 27,50
Táxi (não aguentávamos mais caminhar)-12,50
Compras-14,00
Jantar comprado no supermercado-19,50

Total- 131,50 euros