terça-feira, 5 de novembro de 2013

Amsterdam-terceiro dia

  Sabe, eu não voltaria a Amsterdam nos próximos 10 anos, quando penso nas cidades que eu já visitei eu tenho vontade de passar 1 mês em Paris ou em Roma, tenho vontade de ir ao sul da Itália no verão, de passar mais um  dia caminhando por Pompéia, de ir em outras cidades na Toscana. Mas para algumas cidades como Veneza, Florença e Amsterdam minha cota de dias atendeu plenamente minha necessidade. No entanto, isso não significa que eu não tenha gostado de Amsterdam, eu me diverti muito lá! Cada vez que vejo as fotos eu penso no quanto significou ter a experiência de conhecer uma cidade tão diferente. Eu não amei Amsterdam, por que a cidade não tem o meu jeito, mas eu aprendi muito a conhecendo um pouquinho. E nesse post eu vou mostrar como tem coisas muito legais para ver lá, aperta o sinto e vem comigo.

  No nosso terceiro dia adivinhem como estava o clima: sol, calor e tulipas? Béééé, resposta errada! Estava mais uma vez frio e nuvens. Mas vamos lá, levantando cedo e caminhando pelas ruas cheias de gente/ciclistas/carros para curtir mais um pouco da cidade. O primeiro objetivo foi encontrar a exposição que vimos num panfleto que prometia conter TODAS obras de Rembrandt. O problema é que no mapa havia a Rembrandtplein, Rembrandthouse e mais outras coisas similares, como saber qual era a correta? Caminhamos até a Rembrandthouse, que é a casa original de Rembrandt, mas que não tinha todas suas pinturas. Nesse caminho passamos pela RembrandtPlein que é a praça com estátuas da obra de Rembrandt, muito lindo, valeu a pena. E  enquanto andávamos perdidos, descobríamos como é divertido se perder em Amsterdam. Achamos uma feirinha de antiguidades na rua com muitas coisas legais, principalmente uniformes militares.


*RembrantPlein



*Perdida em Amsterdam achei essa construção, parte dela é de 1466.


*Na feirinha de antiguidades achei esse lindo chapéu soviético, pena que era caro, E essa senhora, "por um acaso viu Rembrandt por aí?"

  Ainda na busca por Rembrandt ( eu não contei ainda, mas eu sou louca pelos quadros desse grande pintor) achamos o Museu de Amsterdam, ele fica bem no centrão e tem uma galeria aberta ao público de graça, tipo um teaser, daí o restante você tem que pagar para ver. A parte free é super linda, adorei, e só não entrei no museu por que já estava com o tempo apertado para fazer tudo que gostaria.









*No museu de Amsterdam tinha esse lindo Golias gigante e articulado do século XVII e também as letrinhas da cidade em escala menor.

  E o Rembrandt? Sim, depois de horas e horas procurando, achamos a exposição. Ficava num prédio comercial lindo, bem no centro. A frustração começou quando entramos e descobrimos que as obras eram reproduções, não eram originais! Como assim ?????? Fiquei puta da cara! Mas, era uma chance de ver reproduções com todos os detalhes de todas obras de Rembrandt em tamanho real, não chega a ser ruim. As obras são lindas, eu amei, e a exposição tinha videos e explicações também sobre a vida desse mestre da arte. Valeu a pena, embora no começo tenha sido um balde de água fria.









  Saindo de lá, decidi ir em busca de um moinho de vento real, já tinha visto na internet que havia moinhos em Amsterdam e eles são um símbolo da Holanda, junto com as vacas e as tulipas (ambas inexistentes em Amsterdam). Pegamos informação numa loja e seguimos nosso mapa ( isso não é fácil já que muitas ruas não estão no mapa e os nomes de ruas são parecidos e impronunciáveis). O moinho que nos indicaram ficava longe do centro, mas dava para ir caminhando. No caminho passamos pela biblioteca pública e Amsterdam, que era totalmente FANTÁSTICA, e pelo museu de ciência Nemo, uma ótima dica de passeio para quem vai com crianças.  Achamos o moinho e ele era bem bonito realmente, sem falar na diversão que foi a caminhada conhecendo Amsterdam fora do centrão.


*Biblioteca pública de Amsterdam, não é um lugar maravilhoso?



*Museu de ciência Nemo, a arquitetura externa é linda, parece um barco, e por dentro era lindo e colorido.



*O tão sonhado moinho de vento.

  Depois de tudo isso, nossa pilha ainda estava lá em cima, e resolvemo s caminhar mais um pouco no centro para esperar a noite chegar e ir ao famoso RED LIGHT DISTRICT. Tá curioso sobre isso, né? A primeira coisa a esclarecer é que ao contrário do que se pode imaginar ele não é um bairro isolado, nem sequer é organizado. O red light district nada mais é que algumas ruas no centro de Amsterdam com as prostitutas na vitrine e luzes vermelhas, sex shops, bares com sexo ao vivo. Mas são ruas normais, que também tem lojas, onde as pessoas passam livremente. Outra curiosidade é que algumas prostitutas ficam na vitrine também de dia, embora a maioria só "trabalhe' a noite. Mas eu recomendo que você vá a noite, as ruas ficam lotadas, as luzes vermelhas deixam um clima muito diferente (até as pontes da rua principal tem luz vermelha) e ver as garotas acaba sendo divertido. Li na internet que 60% das prostitutas do red district são brasileiras, não se surpreenda se ver rostos não tão holandeses.  Os preços são caros, pesquisando na internet vi que o mínimo é de 50 euros!!!! O importante é que não se pode bater fotos da meninas, sob pena de quebrarem sua máquina. Claro que eu tirei foto igual, mas de longe e bem discretamente (sem flash). A prostituta mais velha de Amsterdam tem 72 anos!!!! E realmente eu vi uma senhora de calcinha numa vitrine, coragem!





  
Gastos do dia (euros):

Rembrandt- 10,00 por pessoa
Almoço para 2 pessoas- 23,00
Jantar-11,00
Compras-50,00
Ônibus ticket-2,30 por pessoa

Total-96,30 euros


  

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Amsterdam-segundo dia

  Nosso segundo dia em Amsterdam foi bem melhor, já estávamos mais adaptados ao clima bem frio e chuvoso (com direito a ter comprado um salvador guarda-chuva) e também as bicicletas e ao estilo de Amsterdam. Nosso hotel cobrava 31 euros pelo café da manhã, então compramos coisas no supermercado e usamos a jarra elétrica e os sachês de café solúvel (a maioria dos hotéis bons da Europa disponibiliza chás e café e a jarra que aquece no quarto).  Foi no segundo dia que gostei de verdade de Amsterdam pois conheci museus e a parte mais bonita da cidade, também aprendemos sobre como ter descontos.



  Para começar falarei dos descontos, nosso hotel tinha muitos banners que faziam propaganda das atrações e davam desconto de 1 a 2 euros se levasse o banner na hora da compra (fique atento nas propagandas bem pequenas). Também existe algumas "agências de turismo" que vendem os ingressos nas suas lojas que estão espalhadas pela cidade por um preço cerca de 2 euros mais barato.

  Começamos o dia indo a Anne Frank house, que na verdade era a fábrica do pai de Anne que foi usada para esconder a família Frank e mais outra família durante a segunda guerra mundial. Anne registrou tudo num diário que foi encontrado após a guerra e publicado, se tornando um fenômeno de vendas. Bem, a casa foi o lugar mais lotado que entrei em toda viagem. Tinha uma fila na entrada, mas foi rápida, uns 30 minutos de espera. Porém lá dentro as peças são pequenas (lembrando que era um esconderijo) então estava cheio. No passeio é possível conhecer um pouco da história da família através de fotos e vídeos, também passar pela parte preservada da fábrica de temperos e geléias  e parte do esconderijo, que já não tem mais móveis, mas serve para se ter idéia do tamanho das coisas. O quarto da Anne é o ponto alto pois ela enfeitou a parede com fotos de atores e atrizes de cinema. A visita é rápida, umas 2 horas se você olhar com calma, é bem tecnológica e interativa, mas muito triste. Várias pessoas choravam após conhecer as fotos da família, o esconderijo, o diário de Anne, e a lista que demostra que eles foram descobertos e mandados para Auschwitz. É triste mesmo, mais ainda após ver os vídeos de campos de concentração e imaginar que aquele foi o destino daquelas pessoas. De qualquer maneira, eu achei que a visita valeu muito a pena.


*Fachada da Fábrica usada como esconderijo pela família Frank.



 *A direita a estante de livros que camuflava a porta de acesso ao anexo onde viviam os Frank.



*A parede decorada com fotos de artistas do quarto de  Anne Frank



  Saímos e fomos em busca de outra marca registrada de Amsterdam, as letras gigantes que dizem "I AMSTERDAM" , como elas são móveis elas estão sempre sendo trocadas de lugar. Antes de sair do hotel eu verifiquei na recepção a localização das letras, e elas estavam no MuseumPlein, uma praça que tem museus por toda volta, entre eles um dedicado a Van Gogh. Legal, não?  E eu tenho que ser sincera, as letras gigantes são uma ideia simples mas muito divertida, todo mundo fica dando um jeito de escalar as letras e as fotos são muito engraçadas.




  Almoçamos ali perto numa lanchonete de comida árabe,  e isso significa comida boa e baratinha. Depois fomos a museu do Van Gogh que é lindo por fora e por dentro. Se você é fã desse artista vai poder ficar impressionando com andares e mais andares de obras de toda carreira desse grande mestre, se você não conhece tanto Vicent Van Gogh é uma bela oportunidade de saber um pouco mais sobre sua carreira e legado (mas não espere histórias sórdidas sobre orelhas arrancadas). Eu gostei muito, o passeio leva umas 2 horas e 30 min. e vale muito a pena.










  A melhor coisa do verão europeu não é o clima, mas sim a duração dos dias, fica claro até às 21h e você pode fazer mil coisas num dia. Fomos ao Voldenpark, um parque lindo e imenso. Como não tínhamos bicicletas conhecemos apenas uma pequena parte desse lindo lugar que é repleto de obras de arte. Meu conselho é que você alugue uma bicicleta e tire um dia para passear e fazer picnic.



*Tinha até pracinha para cachorro.

  Como sobrou tempo aproveitamos para caminhar pelo centro e dar mais uma olhada nas coisas tão diferentes de Amsterdam, e no fim a cidade começa a ficar bem divertida. 









Gastos do dia (euros):

Ingresso Anne Frank House- 9,00 por pessoa
Almoço para 2 pessoas-8,20
Van Gogh Museu-15,00
Compras-51,00
Jantar no McDonalds-9,00

Total- 92,20 euros


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Amsterdam-primeiro dia.

  Deixar uma cidade bem convencional como Paris e chegar numa cidade muito maluca como Amsterdam foi um choque. Minha primeira observação que foi do aeroporto me deu uma ótima sensação, o aeroporto é muito lindo e organizado, mas logo para pegar o trem em direção ao hotel já recebemos informação errada e aí comecei a cair na real, Amsterdam iria ser bem diferente. A boa notícia é que todo mundo fala inglês, o que é uma grande coisa já que o holandês é um horror. A parte ruim é que a cidade não é tão organizada como o aeroporto.

*Olha que fácil o nome da nossa rua em Amsterdam.

  Chegamos no hotel depois de ter voado de Paris para Amsterdam, pegado um trem na direção errada, mas que acabou também servindo para chegar no hotel pegando um ônibus. Mas no balcão do hotel foi que a coisa complicou, nossa reserva no  Westcord Art Hotel havia sido cancelada devido a um problema com o cartão (possivelmente não estava habilitado para uso no exterior na data em que reservei) e nem o hotel, nem o site booking.com me avisaram. Muito antes pelo contrário, o booking.com me enviou um e-mail onde dizia tudo sobre minha reserva e efetuava a confirmação. Complicado isso, não? Depois de discutir com a gerente, consegui um quarto por um valor acima do reservado, mas eu já estava lá, cheia de malas e querendo um quarto já! Sobre o  site booking, eu entrei em contato e eles só alegaram que o e-mail de cancelamento foi enviado e deve ter ido para caixa de spam, o que é uma desculpa das mais esfarrapadas já que recebi a confirmação da reserva e também as propagandas que o site manda toda semana. Mas o fato é que nessas horas ninguém se responsabiliza, esse é o preço que se paga por utilizar essas ferramentas da internet, minha dica é se for usar site confirme  1000 vezes que está tudo certo e não confie nos e-mails deles, faça login no site.










* O mais legal é poder ver essas diferenças, como o carro elétrico e uma sinaleira para ciclistas.


  Resolvido o problema com hotel fomos andar pela cidade, nosso hotel ficava a 3 km do centro, havia um ônibus bem na porta que fazia esse trajeto, mas como a pé passávamos por um belo parque com coelhos selvagens, optamos pela caminhada e foi bem mais legal. O centro de Amsterdam é bem cheio de tudo: pessoas, bicicletas, bondes, carros, sinaleiras, sexshop, prostitutas, cofeeshops etc. Foi um choque sair das lindas ruas de Paris para aquela mistura maluca que é Amsterdam, confesso que minha primeira reação foi querer pegar a mala e voltar para Paris. Por que? Eu explico: por mais mente aberta que você seja, ver gente fumando maconha a cada esquina, lojas vendendo cogumelos alucinógenos, mulher de calcinha numa vitrine ás 16h é meio chocante.



  Mas não rique Amsterdam do seu roteiro, a cidade tem muita coisa legal, a arquitetura é super bonita, ainda que os prédios estejam todos um tanto tortos, a maior parte das construções no centro deve datar dos séculos XVI a XVIII. Em comparação com Paris, Amsterdam era uma cidade mais barata, principalmente no quesito comida. Outra coisa interessante é a cultura das pessoas, todos foram muito educados e dispostos a ajudar. No fim, com o passar dos dias tínhamos visto um monte de coisas legais e feito ótimos passeios.



   No primeiro dia nos passamos pelo Westerpark, pelo bairro Jordan que era ao lado do nosso hotel e é bem mais novo, estação central de Amsterdam que é linda, red district de dia, praça do Dam e mais uma caminhada pelas ruelas do centro. O ponto alto foi comprar um saco de toblerone gigante por 1,86 euros!!!! 




















  O clima em Amsterdam é friozinho mesmo no verão, estava 12ºC na maioria dos dias, outra coisa é a instabilidade, todos os dias tem momentos de chuva fraca e momentos de sol.  Eu indicaria a cidade para gurizada mochileira que está indo viajar pelas festas, ou para pessoas que querem ver uma cidade singular.

Gasto do dia (euros):

Metrô RER Paris até o CDG-9,00 por pessoa
Trem em Amsterdam-3,90 por pessoa
Ônibus-2,70 por pessoa
Guarda-chuva-5,00
Supermercado- 7,00
Jantar para duas pessoas-22,50

Total- 50, 10 euros